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2026-05-15 06:25:04 +01:00

354 lines
11 KiB
Markdown

---
id: AGD-0034
ticket: system-os-domain-facades
title: Agenda - SystemOS Domain Facades
status: accepted
created: 2026-05-15
resolved: 2026-05-15
decision: DEC-0026
tags: [runtime, os, services, api-surface, lifecycle, fs]
---
# Agenda - SystemOS Domain Facades
## Contexto
Depois de `DEC-0024` e `DEC-0025`, `SystemOS` passou a concentrar ownership e
coordenação de vários domínios do Prometeu OS:
```text
SystemOS
vm_runtime
process_manager
task_manager
window_manager
log_service
fs / fs_state / open_files / next_handle
memcard
lifecycle methods
VM initialize/tick helpers
```
Essa concentração é correta do ponto de vista de ownership: o OS deve ser dono
ou mediador dos serviços do console. O problema agora é a superfície pública do
root. Se tudo fica como `os.bla()`, `os.campo.bla()` ou campos públicos soltos,
o `SystemOS` vira um objeto largo demais e deixa de comunicar domínio.
A intenção proposta é separar a superfície em compartimentos:
```text
os.lifecycle().suspend_task(...)
os.lifecycle().resume_task(...)
os.lifecycle().crash_task(...)
os.sessions().create_vm_game_task(...)
os.sessions().create_vm_shell_task(...)
os.sessions().create_native_shell_task(...)
os.vm().initialize(...)
os.vm().tick(...)
os.fs().mount(...)
os.fs().open(...)
os.fs().read(...)
os.fs().write(...)
os.fs().close(...)
os.window().add_window(...)
os.window().set_focus(...)
os.window().focused_window(...)
os.window().close_window(...)
```
Logging pode continuar na raiz como operação transversal:
```text
os.log(...)
```
## Problema
O `SystemOS` está crescendo wild na raiz. Isso cria alguns riscos:
- novos domínios tendem a adicionar mais métodos diretamente em `SystemOS`;
- lifecycle, filesystem, window, VM runtime e memcard competem pela mesma
superfície;
- testes e firmware continuam alcançando managers internos diretamente;
- fica difícil distinguir API semântica de OS de detalhe interno de serviço;
- a raiz pública pode virar uma coleção de campos públicos em vez de uma
interface de sistema.
O ponto importante: não queremos desfazer o ownership do `SystemOS`. Queremos
compartimentalizar o acesso.
## Pontos Criticos
- `SystemOS` deve continuar sendo o boundary de ownership e coordenação.
- Facades não devem virar owners independentes que duplicam estado.
- A raiz do OS deve ficar pequena e expressiva.
- Lifecycle deve continuar coordenando `TaskState` e `ProcessState` junto.
- Filesystem tem estado composto (`VirtualFS`, `FsState`, `open_files`,
`next_handle`) e por isso se beneficia de uma facade própria.
- Window management já é serviço do OS, mas `PrometeuHub` e firmware ainda
acessam `os.window_manager` diretamente.
- VM runtime talvez também precise de facade ou área própria, mas isso pode ser
uma etapa posterior para não misturar com lifecycle/fs.
- O formato da facade precisa respeitar borrow rules em Rust; campos públicos
simples podem não ser viáveis quando uma operação precisa de múltiplos campos
internos do `SystemOS`.
## Opcoes
### Opcao A - Manter tudo na raiz do SystemOS
**Abordagem:**
Continuar adicionando métodos e campos diretamente em `SystemOS`.
**Vantagens:**
- menor mudança imediata;
- callsites simples;
- menos tipos auxiliares;
- evita atrito com borrow checker.
**Custos / Riscos:**
- a raiz continua crescendo;
- domínios ficam misturados;
- incentiva acesso direto a managers internos;
- torna mais difícil explicar a API do OS;
- cada nova capability aumenta a pressão no mesmo arquivo e no mesmo objeto.
**Manutenibilidade:**
Fraca no médio prazo.
### Opcao B - Criar facades de domínio em torno do SystemOS
**Abordagem:**
Criar facades estreitas por domínio, expostas como acesso semântico:
```text
os.lifecycle().suspend_task(...)
os.fs().mount(...)
os.window().set_focus(...)
```
Ou, se o design permitir sem duplicar ownership:
```text
os.lifecycle.suspend_task(...)
os.fs.mount(...)
os.window.set_focus(...)
```
As facades seriam views/handles sobre os campos internos do `SystemOS`, não
owners independentes.
**Vantagens:**
- deixa a raiz do OS menor;
- agrupa API por domínio;
- torna mais claro o que é lifecycle, fs, window, memcard e VM;
- ajuda a esconder managers internos;
- reduz a chance de firmware coordenar detalhes por fora.
**Custos / Riscos:**
- exige decidir padrão de borrowing;
- pode adicionar tipos pequenos e boilerplate;
- `os.lifecycle.bla()` como campo direto pode ser difícil se a facade precisar
acessar `task_manager` e `process_manager` que vivem no mesmo `SystemOS`;
- talvez precise começar com métodos `os.lifecycle()` em vez de campos públicos.
**Manutenibilidade:**
Forte se as facades forem views estreitas e não novos owners.
### Opcao C - Criar services owners independentes dentro do SystemOS
**Abordagem:**
Mover estado e lógica para structs owned diretamente:
```text
SystemOS
lifecycle: LifecycleService
fs: FileSystemService
window: WindowService
```
Cada service seria owner do seu próprio estado ou de parte dele.
**Vantagens:**
- aproxima o shape desejado `os.lifecycle.bla()`;
- reduz métodos no root;
- pode simplificar alguns domínios autocontidos.
**Custos / Riscos:**
- lifecycle precisa coordenar task/process, então ownership separado pode criar
borrow/coordenação mais difícil;
- filesystem hoje cruza VM syscall state, `VirtualFS`, `FsState`, handles e
logging;
- pode reabrir decisões de ownership que acabaram de estabilizar;
- risco de mover estado cedo demais para caber numa estética de API.
**Manutenibilidade:**
Boa para domínios autocontidos, arriscada para lifecycle neste momento.
## Sugestao / Recomendacao
A direção recomendada é **Opção B: facades de domínio como views estreitas sobre
o `SystemOS`**.
O corte recomendado é:
```text
SystemOS
lifecycle()
set_foreground_task
suspend_task
resume_task
close_task
crash_task
sessions()
create_vm_game_task
create_vm_shell_task
create_native_shell_task
vm()
initialize
tick
fs()
mount
open
read
write
close
window()
add_window
set_focus
focused_window
close_window
log(...)
```
E evitar que a raiz acumule:
```text
suspend_task
resume_task
close_task
crash_task
mount_fs
initialize_vm
tick_vm
create_vm_game_task
create_vm_shell_task
create_native_shell_task
window_manager direto
task_manager direto
process_manager direto
vm_runtime direto
fs direto
memcard direto
```
Para Rust, o primeiro corte provavelmente deve usar métodos de acesso que
retornam views:
```rust
os.lifecycle().suspend_task(task_id)
os.fs().mount(backend)
os.window().set_focus(window_id)
```
Isso é menos bonito que campo direto, mas evita congelar ownership errado. Se
mais tarde algum domínio puder virar service owner real, podemos migrar para
campo direto sem mudar a semântica.
Logging pode permanecer na raiz:
```rust
os.log(...)
```
Motivo: logging é transversal, curto, usado por várias etapas do firmware, e não
carrega sozinho uma política complexa de estado.
## Perguntas em Aberto
- [x] Queremos a sintaxe ideal `os.lifecycle.bla()` mesmo que isso force
services owners reais, ou aceitamos `os.lifecycle().bla()` como primeira forma
borrow-friendly? quando escrevi os.lifecycle.bla() eu queria mesmo era os.lifecycle().bla()
- [x] Quais domínios entram no primeiro corte: só `lifecycle` e `fs`, ou também
`window`? nao precisamos criar nada, mas lifecycle, fs, window e vm sao easy wins no meu ponto de vista
- [x] `create_vm_game_task` e `create_vm_shell_task` pertencem a
`os.lifecycle()`, a `os.processes()/os.tasks()`, ou a um futuro domínio
`os.apps()/os.sessions()`? vamos de os.session() para esses.
- [x] `tick_vm` e `initialize_vm` devem ficar temporariamente na raiz, ou já
entrar em `os.vm()`? isso, os.vm().
- [x] Campos como `task_manager`, `process_manager`, `window_manager`,
`vm_runtime`, `fs`, `memcard` devem deixar de ser públicos no mesmo corte ou
em planos graduais? eu nao os deixaria publicos desde jah, isso forca a politica de facades dentro de system os.
- [x] Como preservar testes sem criar APIs públicas só para inspeção? Testes devem ser feitos nos subdomínios; SystemOS só testa composição e coordenação que não pertence isoladamente a um domínio.
## Resolucao Proposta
A agenda deve fechar pela **Opção B**.
O `SystemOS` continua sendo o owner e boundary de coordenação, mas sua superfície
pública deve ser compartimentalizada em facades de domínio. A forma normativa
inicial deve ser por métodos que retornam views borrow-friendly:
```rust
os.lifecycle().suspend_task(task_id)
os.sessions().create_vm_game_task(app_id, title)
os.vm().initialize(vm, cartridge)
os.fs().mount(backend)
os.window().set_focus(window_id)
os.log(level, source, tag, msg)
```
A sintaxe com campo direto (`os.lifecycle.suspend_task(...)`) não é requisito
deste corte. A intenção semântica é domínio explícito; a forma prática inicial
deve respeitar ownership e borrowing em Rust.
Domínios do primeiro corte:
- `lifecycle()`: lifecycle semântico de task/process.
- `sessions()`: criação de tasks/processos de jogo e shell.
- `vm()`: inicialização e tick da VM.
- `fs()`: filesystem operacional.
- `window()`: operações mínimas de janela/foco.
- `log(...)`: permanece na raiz como operação transversal.
Campos internos como `task_manager`, `process_manager`, `window_manager`,
`vm_runtime`, `fs`, `fs_state`, `memcard`, `open_files` e `next_handle` devem
deixar de ser públicos já neste corte, salvo se um plan específico demonstrar
necessidade temporária de migração. A política desejada é forçar acesso por
facades dentro do `SystemOS`.
Testes devem migrar para os subdomínios quando estiverem validando comportamento
de domínio. `SystemOS` deve testar apenas composição e coordenação que realmente
não pertence isoladamente a um domínio.
## Criterio para Encerrar
Esta agenda pode virar decisão quando fecharmos:
- qual forma de facade será normativa: campo direto, método view, ou service
owner; **resolvido: método view borrow-friendly.**
- quais domínios entram no primeiro corte;
**resolvido: lifecycle, sessions, vm, fs, window e log na raiz.**
- quais APIs permanecem no root;
**resolvido: `new`/construção e `log(...)`; demais APIs devem migrar para
facades.**
- se campos internos deixam de ser públicos agora ou em ondas;
**resolvido: deixar de ser públicos já no corte, com exceção transitória
somente se plan demonstrar necessidade.**
- como lifecycle, fs e window serão acessados por firmware, Hub e testes.
**resolvido: por facades; testes de domínio nos subdomínios.**
## Proximo Passo
Esta agenda está pronta para decisão normativa se a resolução proposta for
aceita.