--- id: AGD-0043 ticket: real-render-worker-establishment title: Real Render Worker Establishment status: open created: 2026-06-06 resolved: decision: tags: [runtime, renderer, worker, concurrency, host, hal, architecture] --- ## Contexto `DEC-0031` definiu o contrato arquitetural da fronteira VM/render. `AGD-0042` preparou a fronteira host/hardware/render para que `Hardware` deixe de ser um objeto concreto atravessando o worker e passe a ser contrato/facades implementadas pelo host. Esta agenda discute a implementacao do worker real propriamente dito, assumindo que a preparacao da fronteira ja foi resolvida antes da execucao. ### Estado Atual Depois da `AGD-0042` A preparacao de fronteira foi executada pelos planos `PLN-0098` a `PLN-0109`: - `HardwareBridge` foi removido do codigo e deixou de ser contrato publico; - `RuntimePlatform` passou a ser a fronteira runtime-facing para render, input, audio, assets e telemetry; - `RenderSubmissionSink` aceita submissao owned; - `Game2DFrameComposer` separa fechamento logico de frame do backend de render; - syscalls `gfx2d.*` e `gfxui.*` bufferizam comandos e nao desenham imediatamente via `Gfx`; - firmware, Hub, runtime e host desktop passam por servicos de plataforma; - testes de runtime/firmware usam `TestPlatform` como fixture local; - specs de GFX/portabilidade documentam que o worker/render consumer nao deve depender de `&mut Hardware`, `&mut Gfx`, `FrameComposer` vivo ou estado mutavel da VM. O estado atual ainda nao tem worker real. O `LocalRenderWorker` continua sendo o caminho local/cooperativo que consome `RenderSubmission` no mesmo processo. O proximo passo desta agenda e decidir onde vive o controller do worker real, qual handoff thread-safe ele usa, e qual backend renderizavel ele owns ou recebe. ## Problema O `LocalRenderWorker` atual e cooperativo/local. Ele prova o roteamento de policy, mas nao prova: - thread/core real; - ownership do backend renderizavel; - present loop; - stop token para current work; - bounded shutdown/join; - stale epoch durante rasterizacao; - erro tipado de render/present; - repeat real do ultimo frame valido; - ausencia de bloqueio da VM sob atraso do render. ## Pontos Criticos ### 1. Ownership e lifecycle do worker Precisamos decidir quem cria, inicia, para e reinicia o worker: runtime controller, host/HAL, ou ambos em contrato dividido. ### 2. Handoff real O single-slot latest-wins ja existe como abstracao local. O worker real precisa de uma implementacao thread-safe, sem fila crescente e sem bloquear a VM. ### 3. Backend renderizavel O worker deve owns um backend minimo ou receber capability host-owned. Esse backend deve consumir `RenderSubmission`, resolver recursos read-only e produzir/presentar frame sem `&mut Hardware`. ### 4. Present cadence Precisamos decidir se o worker roda a 60Hz, se o host event loop dirige present, ou se ha uma autoridade separada de display cadence. Repeated present deve virar comportamento real, nao apenas hook. ### 5. Shutdown/current work Quando houver uma submission em rasterizacao, shutdown e owner transition precisam impedir present obsoleto e terminar em tempo bounded. ### 6. Error model Precisamos trocar o modelo infalivel/panic containment por erro tipado para render/present/worker failure. ### 7. Testes de concorrencia Precisamos provar o contrato sem depender de janela nativa nem sleeps frageis. ## Opcoes ### Opcao A - Worker thread no runtime com backend mockavel **Abordagem:** runtime cria um worker thread generico que recebe um backend implementando trait testavel. **Pros:** - testes de contrato mais diretos; - menor dependencia do host desktop. **Contras:** - runtime passa a owns detalhes de thread; - precisa cuidado para nao absorver politica de host/window. **Manutenibilidade:** boa se o backend for limpo; ruim se virar acoplamento de host dentro do runtime. ### Opcao B - Worker thread no host desktop primeiro **Abordagem:** implementar o primeiro worker no host winit/pixels e adaptar o runtime a submit/policy. **Pros:** - valida o caso real visual; - encaixa com surface/present/winit. **Contras:** - mais dificil testar sem janela; - risco de contrato ficar host-specific; - portabilidade fica menos comprovada. **Manutenibilidade:** boa para desktop, menos boa para hardware proprio. ### Opcao C - Worker controller runtime + backend host/HAL **Abordagem:** criar um controller de worker que implementa handoff, stop token, epoch check e telemetry; o backend concreto vem de host/HAL e pode ser mockado em testes. **Pros:** - separa contrato de backend; - testavel sem janela; - mapeia para thread desktop, outro core ou fallback; - preserva `RenderManager` como coordenador. **Contras:** - desenho inicial mais exigente; - depende da preparacao da `AGD-0042`. **Manutenibilidade:** melhor opcao se queremos worker real sem amarrar a winit. ## Sugestao / Recomendacao Recomendo a **Opcao C - Worker controller runtime + backend host/HAL**. O primeiro worker real deveria: - consumir um handoff thread-safe single-slot; - ter stop token e shutdown bounded; - checar ownership/epoch antes de present; - expor erros tipados; - repetir o ultimo frame valido em cadence definida; - sincronizar telemetry sem alterar semantica da VM; - ter backend fake/mocked para testes de concorrencia. O host desktop pode ser a primeira integracao concreta, mas nao deve ser o unico lugar onde o contrato e testado. ## Perguntas em Aberto ### 1. Onde vive o worker controller? **Pergunta:** O worker controller vive em `prometeu-system`, `prometeu-hal`, `prometeu-drivers`, ou host? **Sugestao:** colocar o controller contratual em `prometeu-system`, proximo de `RenderManager`, e manter traits pequenas em `prometeu-hal` quando forem superficie compartilhada. `prometeu-drivers` deve continuar oferecendo implementacoes locais/testaveis; host desktop deve integrar o controller, nao definir o contrato. **Motivo:** o `RenderManager` ja owns policy de AppMode, ownership/epoch, latest-wins e telemetry. Se o controller nascer apenas no host, a semantica de worker vira desktop-specific e fica mais dificil provar o contrato sem janela nativa. ### 2. Qual handoff thread-safe usar? **Pergunta:** O handoff thread-safe sera `Mutex>`, canal bounded, atomic slot, ou estrutura propria? **Sugestao:** comecar com uma estrutura propria simples baseada em `Mutex> + Condvar`, encapsulada como single-slot latest-wins. O produtor substitui a pending submission sem bloquear em rasterizacao; o consumidor espera por nova submission ou shutdown. **Motivo:** canal bounded tende a preservar historico ou bloquear produtor se nao for usado com cuidado. Um slot explicito modela diretamente a regra ja aceita: nao existe fila crescente, a ultima submissao completa vence. ### 3. Como modelar current work, shutdown e stale owner? **Pergunta:** Como modelar current work para shutdown e stale owner? **Sugestao:** separar `pending` de `in_flight`. Ao tomar uma submission, o worker carimba `in_flight` localmente, renderiza, e checa ownership/epoch contra um snapshot atomico ou handle compartilhado antes de present. Shutdown sinaliza stop, acorda o worker e faz join bounded; se houver trabalho em andamento, ele pode terminar rasterizacao, mas nao pode apresentar se o owner/epoch estiver obsoleto ou o stop ja exigir descarte. **Motivo:** isso evita que shutdown dependa de cancelar mid-raster em codigo que talvez nao seja cancelavel, mas ainda impede present obsoleto. ### 4. Quem chama present? **Pergunta:** Quem chama present: worker, host event loop, ou display cadence service? **Sugestao:** no primeiro corte, o worker deve produzir/publish uma superficie pronta e notificar host invalidation; o host event loop continua sendo autoridade de apresentacao da janela nativa. O "repeat ultimo frame valido" deve ser modelado no controller/telemetry como comportamento de consumo/cadence, mas o swap/window present concreto deve respeitar o host. **Motivo:** winit/pixels e plataformas graficas frequentemente tem afinidade com thread/event loop. Colocar o swap real dentro do worker pode funcionar em alguns hosts e quebrar portabilidade. O contrato importante e que a VM nao bloqueie e que o host tenha uma superficie publicada coerente. ### 5. Como o worker recebe recursos read-only? **Pergunta:** Como o worker recebe recursos read-only preparados na `AGD-0042`? **Sugestao:** o primeiro backend deve receber `RenderSubmission` owned e handles/read-only resource accessors necessarios para resolver glyph/scene banks. Esses accessors devem ser compartilhaveis e imutaveis durante o consumo, evitando `&mut Hardware`, `&mut Gfx` e `FrameComposer` vivo. **Motivo:** `AGD-0042` eliminou o bridge monolitico exatamente para impedir que o worker dependa do hardware inteiro. A proxima decisao precisa declarar quais recursos sao lidos pelo render backend e como sua estabilidade e garantida durante uma submissao em voo. ### 6. Qual erro tipado minimo? **Pergunta:** Qual erro tipado minimo precisamos no primeiro worker? **Sugestao:** introduzir um erro pequeno, por exemplo `RenderWorkerError`, cobrindo pelo menos: backend unavailable, render failed, present/publish failed, shutdown timeout, stale submission discarded. Panics continuam sendo capturados como falha interna, mas nao devem ser o modelo operacional normal. **Motivo:** `LocalRenderWorker` hoje prova policy, mas nao diferencia falhas reais de render/present. O worker real precisa reportar falhas sem contaminar a VM com detalhes de host. ### 7. Como provar que a VM nao bloqueia? **Pergunta:** Como provar que a VM nao bloqueia quando o worker atrasa? **Sugestao:** criar testes deterministas com backend fake controlado por barreiras/condvars, nao sleeps. O teste deve segurar o worker em rasterizacao, produzir frames adicionais no runtime, verificar substituicao latest-wins/drop telemetry, e provar que o tick da VM retorna sem esperar o consumo terminar. **Motivo:** sleeps tornam teste de concorrencia fragil. Barreiras permitem provar especificamente a propriedade desejada: produtor nao bloqueia em raster/present lento. ### 8. Qual primeiro backend real? **Pergunta:** Qual sera o primeiro backend real: desktop `Gfx`/pixels, framebuffer local, ou fake backend? **Sugestao:** implementar primeiro um backend fake/mocked para contrato e um backend local framebuffer para integracao sem janela. A integracao desktop deve vir em seguida como consumidor concreto, usando a mesma trait. **Motivo:** se o primeiro backend for desktop/winit, o contrato corre risco de nascer acoplado a detalhes de janela. Se o primeiro for fake/local, a semantica do worker fica testavel antes da integracao visual. ## Criterio para Encerrar Esta agenda pode virar decision quando tivermos: - local/camada do worker controller; - estrutura thread-safe de handoff; - trait/backend de render/present; - present cadence/repeat; - shutdown/current work; - error model; - test matrix de concorrencia; - escopo do primeiro worker real. ## Discussion - 2026-06-06: Agenda criada dentro da `DSC-0042` para separar worker real da preparacao de fronteira discutida em `AGD-0042`. ## Resolution