# Agenda - Runtime Edge Test Plan ## Problema O core da VM está muito melhor testado do que a borda do runtime. O miolo já cobre verificador, scheduler, GC, patching e execução básica. Já a camada de syscalls de sistema, FS, assets, bank e fluxos de firmware ainda tem cobertura desigual e rasa. ## Dor - A parte mais sujeita a integração com host é justamente a menos protegida. - Regressões na borda podem passar com o core inteiro verde. - O projeto ganha falsa sensação de maturidade porque o núcleo está sólido, mas a superfície pública do runtime ainda pode quebrar com facilidade. - Sem matriz de testes da borda, futuras PRs tendem a cobrir só o happy path. ## Alvo da Discussao Definir um plano de testes para a borda do runtime proporcional ao risco da plataforma. Essa agenda deve produzir uma visão clara de: - quais domínios precisam de testes; - qual nível de teste pertence a cada domínio; - quais cenários são mandatórios antes de chamar o runtime de estável. ## O Que Precisa Ser Definido 1. Matriz de cobertura por domínio. - system - fs - log - asset - bank - firmware transitions 2. Tipos de teste. - unitário puro - integração entre runtime e VM - testes de firmware - testes host-dependentes isolados 3. Casos obrigatórios. Cada domínio precisa definir: - happy path; - erro de contrato do guest; - indisponibilidade/estado inválido do host; - persistência/cleanup de estado quando aplicável. 4. Critério de severidade. Que mudanças exigem teste novo obrigatório antes de merge. 5. Organização. Onde os testes vivem para nao voltar a concentrar tudo em arquivos gigantes. ## O Que Necessita Para Resolver - inventário da cobertura atual; - definição dos cenários obrigatórios por domínio; - política mínima para testes ignorados ou dependentes de host; - decisão sobre helpers compartilhados para fixtures de runtime. ## Fora de Escopo - benchmark/performance suite; - fuzzing completo de toda a ISA; - infraestrutura externa de CI além do necessário para os testes definidos. ## Critério de Saida Desta Agenda Pode virar PR quando houver: - matriz de cobertura aprovada; - lista de cenários mínimos por domínio; - decisão de organização dos testes; - barra clara para aceitar novas syscalls e mudanças de runtime.