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@ -1,87 +0,0 @@
# Agenda - Break Monolith Runtime
## Problema
Partes críticas do runtime cresceram como monólitos:
- dispatcher de syscalls concentrado em um arquivo enorme;
- lógica de VM e testes unitários convivendo no mesmo arquivo gigante;
- fronteiras entre domínio, orquestração e teste cada vez menos nítidas.
Isso hoje é visível principalmente em:
- `prometeu-vm/src/virtual_machine.rs`
- `prometeu-system/src/virtual_machine_runtime.rs`
- `prometeu-hal/src/syscalls.rs`
## Dor
- Evolução fica cara porque qualquer mudança exige navegar arquivos enormes.
- Review perde precisão: comportamento, helper, contrato e teste se misturam no mesmo lugar.
- A chance de regressão cresce porque a coesão está baixa e o isolamento entre domínios está fraco.
- O custo cognitivo para novos contribuidores já está alto demais para o estágio do projeto.
- Testes internos gigantes mascaram ownership ruim de comportamento.
## Alvo da Discussao
Definir uma estratégia de modularização do runtime que preserve as invariantes atuais, mas reduza o acoplamento estrutural.
O objetivo não é "fatiar por estética". É:
- extrair dispatcher de syscalls por domínio;
- separar responsabilidades dentro do runtime;
- tirar testes unitários do arquivo monolítico da VM quando fizer sentido;
- manter discoverability e rigor arquitetural.
## O Que Precisa Ser Definido
1. Topologia de módulos.
Como dividir syscalls por domínio:
- `system`
- `gfx`
- `input`
- `audio`
- `fs`
- `log`
- `asset`
- `bank`
2. Dono da orquestração.
O que continua no runtime central e o que migra para módulos/serviços especializados.
3. Estratégia para a VM.
Quais blocos de `virtual_machine.rs` devem virar módulos dedicados:
- execução/opcodes
- loader init
- syscalls
- GC/safepoint hooks
- helpers de testes
4. Estratégia de testes.
Quais testes permanecem próximos ao módulo e quais viram integração.
5. Critério de coesão.
Como evitar trocar um monólito por vinte arquivos arbitrários sem fronteira real.
## O Que Necessita Para Resolver
- mapa atual de responsabilidades por arquivo;
- proposta de topologia modular;
- critério de migração de testes;
- definição clara do que é API interna entre módulos;
- plano incremental de refactor sem quebrar o runtime no meio.
## Fora de Escopo
- redesign funcional do comportamento da VM;
- reescrita completa do runtime;
- reorganização cosmética sem ganho de ownership.
## Critério de Saida Desta Agenda
Pode virar PR quando houver:
- proposta de módulos aprovada;
- fronteira clara entre dispatcher, domínio e orquestração;
- plano para testes unitários e integração;
- estratégia incremental que preserve o comportamento existente.

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@ -15,9 +15,6 @@ As agendas atuais são:
- `003-structured-runtime-abi.md` - `003-structured-runtime-abi.md`
- `004-syscall-fault-classification.md` - `004-syscall-fault-classification.md`
- `005-runtime-edge-test-plan.md` - `005-runtime-edge-test-plan.md`
- `006-break-monolith-runtime.md`
- `007-single-canonical-architecture.md`
- `008-hardware-specs-reorganization.md`
## Sequenciamento Recomendado ## Sequenciamento Recomendado

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@ -1,77 +0,0 @@
# PR-018 [SPECS]: Reorganize Hardware Specification Surface
## Briefing
As specs de hardware e sistema acumuladas no repositorio contem material valioso, mas a organizacao atual esta irregular. Hoje convivem no mesmo pacote temas de perifericos, VM, firmware, cartridge, assets e host ABI, com pesos muito diferentes entre si e sem uma separacao suficientemente clara entre conteudo normativo e conteudo pedagogico.
Esta PR nao pretende reescrever toda a especificacao. Ela existe para organizar a superficie documental, definir taxonomia e preparar o terreno para futuras PRs de conteudo sem perpetuar a colcha de retalhos atual.
## Problema
- o pacote de specs atual mistura dominios heterogeneos sob a mesma superficie de "hardware";
- ha capitulos extensos e narrativos convivendo com material que deveria ser normativo;
- ownership documental por area nao esta claro;
- a navegacao esta fraca para quem precisa alterar apenas um dominio tecnico;
- o risco de contradicao entre spec, arquitetura e implementacao cresce a cada novo remendo.
## Alvo
- `docs/specs/hardware/` e sua organizacao atual;
- relacao entre specs de hardware, arquitetura de runtime, firmware, cartridge, assets e host ABI;
- indice e taxonomia documental das specs tecnicas.
## Escopo
- Definir uma taxonomia clara para as specs tecnicas do projeto, por exemplo:
- machine/runtime;
- hardware/peripherals;
- firmware/system;
- cartridge/package;
- host ABI;
- assets/tooling.
- Decidir o que realmente pertence ao pacote de "hardware" e o que deve migrar para outra categoria.
- Propor uma nova arvore de organizacao e navegacao para as specs.
- Mapear os capitulos atuais para seus destinos futuros.
- Explicitar o que e:
- normativo;
- explicativo;
- historico;
- pedagogico.
## Fora de Escopo
- Reescrever tecnicamente todos os capitulos.
- Atualizar o conteudo detalhado de cada spec nesta mesma PR.
- Alterar a arquitetura do runtime por meio de reorganizacao documental.
- Normalizar todo estilo editorial do repositorio.
## Abordagem
1. Inventariar a estrutura atual das specs e classificar cada documento por dominio e funcao.
2. Definir uma taxonomia pequena, defensavel e duravel para as specs do projeto.
3. Desenhar a arvore alvo de diretorios e indices.
4. Mapear capitulo atual -> destino futuro, explicitando:
- permanece;
- move;
- divide;
- funde;
- vira historico.
5. Ajustar a navegacao minima para que a reorganizacao nao deixe o leitor sem trilha.
## Criterios de Aceite
- Existe uma taxonomia aprovada para as specs tecnicas.
- A organizacao alvo de diretorios e indices esta definida.
- Cada capitulo atual relevante tem destino planejado.
- A separacao entre conteudo normativo e pedagogico fica explicita.
- O pacote de "hardware" deixa de ser deposito generico de temas nao relacionados.
## Tests
- Revisao manual da navegacao entre indice principal, README das specs e topicos afetados.
- Confirmacao de que a nova organizacao nao cria links quebrados nos pontos principais do repositorio.
- Validacao de que a taxonomia proposta e coerente com o documento canonico de arquitetura.
## Risco
Medio. O risco principal e trocar a desordem atual por uma reorganizacao cosmetica sem criterio de autoridade nem ownership. A PR deve sair com taxonomia clara e mapa de migracao; sem isso, sera apenas renomeacao de pastas.

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@ -0,0 +1,150 @@
# PR-019 [RUNTIME]: Break Monolith Runtime
## Briefing
O runtime acumulou alguns monolitos que ja estao acima do limite aceitavel de ownership e review: `prometeu-vm/src/virtual_machine.rs` passou de 5k linhas, `prometeu-system/src/virtual_machine_runtime.rs` concentra orquestracao e dispatch em um unico arquivo, e `prometeu-hal/src/syscalls.rs` mistura catalogo, metadata, resolucao e testes em uma superficie unica.
Esta PR nao existe para "quebrar arquivo grande". Ela existe para restaurar fronteiras arquiteturais sem alterar as invariantes normativas do runtime. A referencia canonica continua sendo `docs/runtime/virtual-machine/ARCHITECTURE.md`; a modularizacao proposta abaixo precisa servir essa arquitetura, nao competir com ela.
## Problema
- ownership estrutural esta difuso entre VM, runtime de sistema e superficie de syscalls;
- review perde precisao porque codigo de dominio, cola de orquestracao, helpers e testes convivem no mesmo bloco;
- testes internos gigantes escondem fronteiras ruins em vez de reforcar contratos pequenos;
- qualquer mudanca em GC, loader, scheduler ou syscall dispatch exige navegar arquivos que concentram responsabilidades demais;
- o risco atual e trocar evolucao arquitetural por manutencao oportunista em zonas de baixa coesao.
## Alvo
- `crates/console/prometeu-vm/src/virtual_machine.rs`
- `crates/console/prometeu-system/src/virtual_machine_runtime.rs`
- `crates/console/prometeu-hal/src/syscalls.rs`
- testes diretamente acoplados a esses monolitos
## Escopo
- Definir a topologia modular alvo para a VM, para o runtime de sistema e para a superficie de syscalls.
- Manter `VirtualMachine`, `VirtualMachineRuntime` e a API publica de syscalls como facades estaveis, movendo implementacao para modulos internos coesos.
- Separar tres tipos de responsabilidade que hoje aparecem colapsados:
- catalogo e metadata;
- execucao/orquestracao;
- testes e fixtures.
- Mover testes unitarios para junto do modulo dono do comportamento quando isso reforcar ownership.
- Promover para testes de integracao apenas os cenarios que cruzam VM, runtime e hardware bridge.
## Topologia Proposta
### 1. `prometeu-hal/src/syscalls/`
Objetivo: isolar definicao de contrato de syscall da logica de resolucao e da organizacao por dominio.
Estrutura alvo:
- `mod.rs`: facade publica atual (`Syscall`, `SyscallMeta`, `resolve_*`, `meta_for`)
- `registry.rs`: enum `Syscall`, `SyscallIdentity`, `SyscallMeta`, tabela canonica e helpers de lookup
- `caps.rs`: flags de capability e mapeamento capability -> syscall
- `resolver.rs`: `resolve_syscall`, `resolve_program_syscalls`, validacoes de ABI e capability
- `domains/system.rs`
- `domains/gfx.rs`
- `domains/input.rs`
- `domains/audio.rs`
- `domains/fs.rs`
- `domains/log.rs`
- `domains/asset.rs`
- `domains/bank.rs`
- `tests/` ou modulos de teste adjacentes para resolver, metadata e cobertura de catalogo
Regra: dominio organiza catalogo e metadata; resolver nao vira dono de comportamento de runtime.
### 2. `prometeu-system/src/runtime/`
Objetivo: fazer `VirtualMachineRuntime` voltar a ser uma fachada de orquestracao, nao um deposito de regras de dominio.
Estrutura alvo:
- `mod.rs`: define `VirtualMachineRuntime` e reexporta a API publica existente
- `state.rs`: estado mutavel do runtime, handles, crash report, identity, ciclo de vida de cartridge
- `lifecycle.rs`: `new`, `reset`, `initialize_vm`, limpeza de estado e aplicacao de capabilities
- `tick.rs`: `tick`, `debug_step_instruction`, traducao de faults/panics e logica de frame logico
- `dispatch.rs`: roteamento de syscall por dominio, sem carregar regra de negocio inline
- `domains/log.rs`
- `domains/fs.rs`
- `domains/input.rs`
- `domains/gfx.rs`
- `domains/audio.rs`
- `domains/asset.rs`
- `domains/bank.rs`
- `support.rs` apenas se restar infraestrutura compartilhada claramente reutilizada
Regra: o runtime central coordena estado, VM e bridges; cada modulo de dominio implementa apenas o contrato daquele dominio.
### 3. `prometeu-vm/src/virtual_machine/`
Objetivo: separar interpretacao, loader, GC e ABI interna sem fragmentar a API publica da VM.
Estrutura alvo:
- `mod.rs`: define `VirtualMachine` e centraliza a fachada publica
- `loader.rs`: parse/load, patching de hostcalls, init e pre-condicoes de verificacao
- `exec.rs`: loop de execucao, step/run, dispatch de opcode e motivos de parada
- `stack.rs`: operand stack helpers, traps de underflow/type mismatch e operacoes primitivas
- `calls.rs`: prepare_call, call frames, locals e calling convention
- `gc.rs`: safepoint, coleta, root walking e invariantes de heap runtime
- `syscall_abi.rs`: ponte VM <-> `NativeInterface`, aridade, return slots e checagens defensivas
- `breakpoints.rs` se a logica de debugger continuar crescendo
- `test_support.rs`: fixtures internas pequenas que realmente pertencem a VM
Regra: nenhum modulo novo deve misturar loader, execucao e GC na mesma unidade "por conveniencia".
## Criterio de Coesao
- cada modulo precisa responder por um unico eixo de invariantes que faca sentido em review;
- modulos podem compartilhar tipos, mas nao ownership difuso;
- `mod.rs` e facade, nao novo monolito;
- `common.rs`, `utils.rs`, `misc.rs` ou equivalentes so sao aceitaveis se houver justificativa objetiva e temporaria;
- testes devem morar onde a regra nasce, nao onde sobrou espaco.
## Fora de Escopo
- alterar semantica da VM, scheduler, GC ou syscall ABI;
- redesenhar contratos publicos sem necessidade arquitetural real;
- reescrever o runtime inteiro de uma vez;
- mover codigo entre crates sem prova de que a fronteira de crate atual esta errada;
- reorganizacao cosmetica sem reducao de acoplamento.
## Abordagem
1. Congelar as invariantes arquiteturais no documento canonico atual; se alguma extracao exigir mudanca de invariante, esta PR para e volta para discussao arquitetural.
2. Extrair primeiro a superficie de syscalls em `prometeu-hal`, porque ela define catalogo e metadata consumidos pelos outros lados.
3. Separar `VirtualMachineRuntime` em estado, lifecycle, tick e dispatch, preservando a API publica e o comportamento observavel.
4. Extrair a VM por blocos de maior densidade semantica: loader, execucao, GC, syscall ABI e stack helpers.
5. Migrar testes no mesmo passo da extracao:
- teste de regra local fica adjacente ao modulo;
- teste que cruza VM + runtime + bridge vira integracao.
6. A cada etapa, manter o diff comportamental pequeno e verificavel; modularizacao grande demais sem checkpoints tende a esconder regressao.
## Criterios de Aceite
- Existe uma topologia aprovada para os tres monolitos principais: VM, runtime de sistema e syscalls.
- `VirtualMachine`, `VirtualMachineRuntime` e a API publica de syscalls continuam como facades claras, sem vazamento arbitrario de detalhes internos.
- Resolver de syscalls, dispatch de runtime e loop interno da VM deixam de conviver no mesmo arquivo monolitico de origem.
- A fronteira entre dominio, orquestracao e infraestrutura fica explicita em nomes de modulos e ownership.
- Testes sao redistribuidos com criterio:
- unitario perto do modulo dono;
- integracao para cruzamentos reais.
- Nenhuma etapa exige alteracao funcional da semantica atual para ser considerada concluida.
## Tests
- Rodar suites existentes de `prometeu-hal`, `prometeu-vm` e `prometeu-system` a cada extracao relevante.
- Manter cobertura especifica para:
- resolucao e metadata de syscalls;
- init/load da VM;
- traps/panics e traducao de faults no runtime;
- GC e scheduler nos pontos de safepoint ja existentes.
- Adicionar ou promover testes de integracao quando a extracao cruzar crate boundary ou `NativeInterface`.
- Validar que a modularizacao nao muda API publica observavel nem quebra a arquitetura canonica documentada.
## Risco
Medio. O risco principal e substituir um monolito explicito por varios modulos com ownership artificial, distribuindo acoplamento em vez de reduzi-lo. O antidoto aqui e simples: cada extracao precisa nascer com fronteira defensavel, testes no dono correto e facade central pequena. Sem isso, a PR nao deve avancar para implementacao.