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bQUARKz 2026-03-03 08:31:58 +00:00
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# PR-004: Runtime VFS Path Traversal Hardening
## Briefing
Hoje o `VirtualFS` normaliza barras, mas nao canonicaliza nem rejeita segmentos `..`. Em seguida, o backend de host concatena o caminho recebido com a raiz montada. Isso abre espaco para escapar da raiz virtual com caminhos como `/user/../../outside.txt`.
Este PR endurece a fronteira entre o filesystem virtual e o filesystem do host. O objetivo e garantir que toda operacao de `read/write/delete/list/exists` permaneça estritamente dentro da raiz montada.
## Problema
- O `VirtualFS` aceita caminhos relativos e absolutos sem validacao estrutural suficiente.
- O backend `HostDirBackend` faz `root.join(path)` sem bloquear traversal.
- O problema afeta confidencialidade, integridade e isolamento do runtime.
## Escopo
- Endurecer a normalizacao de caminhos no `VirtualFS`.
- Endurecer a resolucao no `HostDirBackend`.
- Garantir comportamento consistente para `read_file`, `write_file`, `delete`, `list_dir` e `exists`.
- Cobrir casos de traversal em testes unitarios.
## Fora de Escopo
- Suporte a links simbolicos com politicas avancadas.
- Politicas de permissao por namespace (`/system`, `/user`, `/apps`, etc).
- Refactor completo da API de filesystem.
## Abordagem
1. Introduzir uma regra unica de validacao de caminho virtual:
- converter `\` para `/`;
- exigir caminho absoluto virtual;
- colapsar `.` quando aparecer;
- rejeitar qualquer segmento vazio ambiguo ou `..`;
- retornar erro explicito em vez de tentar "corrigir" traversal.
2. Fazer o `VirtualFS` operar apenas sobre caminhos validados.
3. Endurecer o `HostDirBackend` para nunca confiar apenas na normalizacao acima:
- resolver o caminho relativo a partir da raiz;
- rejeitar novamente qualquer tentativa de escapar;
- manter defesa em profundidade mesmo se outro backend ou chamador evoluir errado.
4. Garantir que operacoes booleanas como `exists` nao silenciem traversal como se fosse "arquivo inexistente" sem distinguir erro estrutural quando isso for relevante para a API.
## Algoritmo
### Normalizacao de caminho virtual
Entrada: `path: &str`
Saida: caminho virtual sanitizado ou erro.
Passos:
1. Substituir `\` por `/`.
2. Se o caminho nao comecar com `/`, prefixar `/`.
3. Separar por `/`.
4. Ignorar segmentos vazios e `.`.
5. Se algum segmento for `..`, falhar com `FsError`.
6. Reconstruir o caminho como `/<seg1>/<seg2>/...`.
7. Preservar `/` como raiz quando nao houver segmentos.
### Resolucao no backend do host
Entrada: caminho virtual sanitizado.
Saida: `PathBuf` dentro de `root` ou erro.
Passos:
1. Remover o `/` inicial do caminho virtual.
2. Concatenar cada segmento validado manualmente em um `PathBuf` iniciado em `root`.
3. Nunca aceitar segmentos `..`, `.` ou componentes de prefixo/plataforma.
4. Antes de retornar, garantir que o caminho construido continua sob `root`.
## Plano de Execucao
### Gate arquitetural
Antes de iniciar a implementacao, esta PR deve congelar a seguinte decisao:
- `exists` permanece com retorno `bool` nesta PR.
- Consequencia: caminho invalido ou tentativa de traversal em `exists` deve resultar em `false`, sem acesso ao host.
- Justificativa: mudar `exists` para `Result<bool, FsError>` propaga alteracao de contrato para `FsBackend`, `VirtualFS`, runtime e syscall, o que expande o escopo desta PR.
Se essa decisao nao for aceita, a PR deve voltar para discussao arquitetural antes de qualquer alteracao de codigo.
### Fase 1 - Endurecer contrato de erro
Arquivos alvo:
- `crates/console/prometeu-system/src/services/fs/fs_error.rs`
Passos:
1. Introduzir um erro explicito para caminho invalido, por exemplo `FsError::InvalidPath(String)` ou equivalente.
2. Garantir mensagem clara para os casos:
- caminho com `..`;
- componente de plataforma/prefixo inesperado;
- caminho vazio estruturalmente invalido, se a implementacao optar por rejeita-lo.
Objetivo:
- impedir que traversal seja reportado genericamente como `IOError` ou `Other`.
### Fase 2 - Endurecer o `VirtualFS`
Arquivos alvo:
- `crates/console/prometeu-system/src/services/fs/virtual_fs.rs`
Passos:
1. Trocar `normalize_path(&self, path: &str) -> String` por uma funcao fallible:
- `normalize_path(path: &str) -> Result<String, FsError>`.
2. Implementar a normalizacao unica da camada virtual:
- converter `\` para `/`;
- garantir raiz virtual absoluta;
- colapsar `.` e segmentos vazios internos irrelevantes;
- rejeitar `..`.
3. Fazer `list_dir`, `read_file`, `write_file` e `delete` falharem antes de tocar no backend quando o caminho for invalido.
4. Manter `exists` como fronteira booleana:
- se a normalizacao falhar, retornar `false`;
- nao chamar o backend nesse caso.
Objetivo:
- estabelecer uma unica regra de caminho virtual para toda a API publica do VFS.
### Fase 3 - Endurecer o `HostDirBackend`
Arquivos alvo:
- `crates/host/prometeu-host-desktop-winit/src/fs_backend.rs`
Passos:
1. Trocar `resolve(&self, path: &str) -> PathBuf` por uma resolucao fallible.
2. Iterar manualmente pelos componentes do caminho e rejeitar:
- `ParentDir`;
- `CurDir`;
- `RootDir`;
- `Prefix(_)` em plataformas que exponham prefixos.
3. Construir o `PathBuf` a partir de `root` apenas com segmentos normais.
4. Validar ao final que o caminho produzido continua estritamente sob `root`.
5. Fazer `list_dir`, `read_file`, `write_file` e `delete` retornarem erro estrutural em vez de acessar o host.
6. Fazer `exists` retornar `false` para caminhos invalidos, sem side effect.
Objetivo:
- manter defesa em profundidade mesmo que outra camada no futuro normalize errado.
### Fase 4 - Cobertura de testes no `prometeu-system`
Arquivos alvo:
- `crates/console/prometeu-system/src/services/fs/virtual_fs.rs`
Passos:
1. Adicionar testes unitarios de normalizacao/rejeicao para:
- `../x`
- `/../x`
- `/user/../../x`
- `\\user\\..\\..\\x`
2. Adicionar um teste que prove que `exists("../x") == false`.
3. Adicionar um mock backend com contadores ou flags para comprovar que caminhos invalidos:
- nao chegam em `read_file`;
- nao chegam em `write_file`;
- nao chegam em `delete`;
- nao chegam em `list_dir`;
- nao chegam em `exists`.
Objetivo:
- provar que a barreira virtual bloqueia traversal antes de qualquer backend.
### Fase 5 - Cobertura de testes no host
Arquivos alvo:
- `crates/host/prometeu-host-desktop-winit/src/fs_backend.rs`
Passos:
1. Adicionar teste positivo de round-trip:
- criar `/user/test.txt`;
- ler;
- verificar `exists`;
- apagar.
2. Adicionar teste de traversal em leitura e escrita usando diretorio temporario:
- garantir erro para `/user/../../outside.txt`;
- garantir que nenhum arquivo e criado fora de `root`.
3. Adicionar teste para `exists` e `list_dir` com traversal:
- `exists` retorna `false`;
- `list_dir` retorna erro;
- nenhum acesso fora da raiz e observado.
Objetivo:
- provar que a defesa em profundidade do backend funciona mesmo isoladamente.
### Fase 6 - Validacao final
Comandos:
- `cargo test -p prometeu-system`
- `cargo test -p prometeu-host-desktop-winit`
Checklist de saida:
- nenhuma operacao acessa caminho fora da raiz montada;
- caminhos validos continuam funcionais;
- traversal falha de forma deterministica e explicita;
- `exists` preserva contrato booleano sem vazar acesso ao host.
## Sequencia recomendada
1. Implementar `FsError` primeiro.
2. Endurecer `VirtualFS` e fechar os testes unitarios da camada virtual.
3. Endurecer `HostDirBackend` com defesa em profundidade.
4. Adicionar os testes de host.
5. Rodar os testes dos dois crates.
## Riscos de execucao
- O comportamento atual aceita caminhos permissivos como `user/file.txt`; apos esta PR eles continuarao aceitos apenas se normalizarem para uma forma absoluta segura.
- A maior fonte de expansao de escopo e tentar mudar o contrato de `exists`; esta PR nao deve fazer isso.
- Se surgir necessidade de suportar links simbolicos ou canonicalizacao real de host, isso caracteriza outra PR.
## Criterios de Aceite
- Qualquer tentativa de traversal com `..` e rejeitada em `read_file`.
- Qualquer tentativa de traversal com `..` e rejeitada em `write_file`.
- Qualquer tentativa de traversal com `..` e rejeitada em `delete`.
- `exists` e `list_dir` nao acessam caminhos fora da raiz montada.
- Caminhos normais como `/user/save.dat` continuam funcionando.
- O backend de host continua criando subdiretorios validos dentro da raiz.
## Tests
- Teste unitario no `VirtualFS` para rejeitar:
- `../x`
- `/../x`
- `/user/../../x`
- `\\user\\..\\..\\x`
- Teste unitario no backend do host validando que um caminho de traversal nao resulta em acesso fora da raiz temporaria.
- Teste positivo para operacoes validas:
- criar arquivo em `/user/test.txt`;
- ler o mesmo arquivo;
- confirmar `exists`;
- apagar o arquivo.
- Rodar:
- `cargo test -p prometeu-system`
- `cargo test -p prometeu-host-desktop-winit`
## Risco
Baixo para a arquitetura e medio para compatibilidade, porque caminhos hoje aceitos de forma permissiva podem passar a falhar explicitamente. Esse endurecimento e desejado.

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@ -1,87 +0,0 @@
# PR-005: Host Audio Fallible Init and Headless Tolerance
## Briefing
O host desktop atual assume que audio de saida esta sempre disponivel e funcional. Em ambientes headless, CI, VMs remotas ou sistemas sem device compativel, a inicializacao usa `expect(...)` e encerra o processo.
Este PR torna a pilha de audio tolerante a falhas de infraestrutura. O runtime deve continuar operando sem audio quando o host nao puder inicializar a saida sonora.
## Problema
- `default_output_device()` pode retornar `None`.
- `build_output_stream(...)` pode falhar por formato/configuracao.
- `stream.play()` pode falhar por indisponibilidade do backend.
- Todas essas falhas hoje derrubam o binario com `panic!`.
## Escopo
- Trocar inicializacao panica por API fallible.
- Permitir degradacao controlada para "sem audio".
- Manter telemetria/log suficiente para diagnostico.
- Cobrir o fluxo em testes de unidade onde viavel.
## Fora de Escopo
- Rework do mixer.
- Selecao automatica de formatos de audio mais sofisticada.
- Hot-reload de device de audio.
- Simulacao de audio em buffer offline.
## Abordagem
1. Mudar `HostAudio::init` para retornar `Result<(), HostAudioError>` ou tipo equivalente.
2. Representar explicitamente o estado "audio indisponivel":
- `producer = None`
- `stream = None`
- stats continuam funcionando sem crash.
3. No chamador, registrar aviso e seguir execucao sem audio.
4. Garantir que `send_commands` e `update_stats` sejam no-op seguros quando o audio nao estiver ativo.
## Algoritmo
### Inicializacao
1. Buscar `default_output_device`.
2. Se nao existir:
- retornar erro de inicializacao controlado.
3. Tentar construir `StreamConfig` e `build_output_stream`.
4. Se falhar:
- retornar erro controlado sem panicar.
5. Tentar `play()`.
6. Se falhar:
- retornar erro controlado sem panicar.
7. Apenas em caso de sucesso preencher `producer`, `perf_consumer` e `_stream`.
### Degradacao
1. O host chama `init`.
2. Se `Ok`, audio ativo.
3. Se `Err`, loga a falha e continua sem audio.
4. O loop principal segue responsivo e funcional.
## Criterios de Aceite
- O runtime nao entra em `panic!` quando nao existe device de audio.
- O runtime nao entra em `panic!` quando `build_output_stream` falha.
- O runtime nao entra em `panic!` quando `play()` falha.
- `send_commands` e `update_stats` continuam seguros sem stream ativo.
- O host continua executando cartridge em modo sem audio.
- Logs deixam claro por que o audio foi desativado.
## Tests
- Introduzir testes de unidade para o estado sem audio:
- `send_commands` nao falha quando `producer` e `None`;
- `update_stats` nao falha quando `perf_consumer` e `None`.
- Se a estrutura atual permitir injecao de dependencia:
- testar caminho `no output device`;
- testar falha na criacao do stream;
- testar falha no `play`.
- Se injecao ainda nao existir, criar uma camada minima de abstracao para tornar esses cenarios testaveis sem depender do hardware real.
- Rodar:
- `cargo test -p prometeu-host-desktop-winit`
- `cargo test --workspace`
## Risco
Baixo. A mudanca principal e de robustez operacional. O maior cuidado e nao esconder a falha completamente; o modo sem audio precisa ser explicito em logs.

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@ -1,72 +0,0 @@
# PR-006: CLI Preserve Child Exit Status
## Briefing
O wrapper `prometeu` despacha para outros binarios do ecossistema. Hoje, se o processo filho terminar sem exit code convencional, o CLI usa `unwrap_or(0)` e pode reportar sucesso mesmo quando houve abort, sinal ou encerramento anormal.
Este PR corrige a propagacao de status do processo filho para tornar o CLI confiavel em automacao, CI e uso por scripts.
## Problema
- `status.code()` pode retornar `None`.
- `unwrap_or(0)` transforma falha anormal em sucesso.
- Isso mascara erros reais em `run`, `debug`, `build` e `verify`.
## Escopo
- Preservar corretamente o resultado do processo filho.
- Melhorar a mensagem de erro quando nao houver codigo numerico.
- Cobrir o comportamento com testes.
## Fora de Escopo
- Reestruturar todo o dispatcher.
- Implementar subcomandos ainda nao existentes.
- Alterar o protocolo entre CLI e bins filhos.
## Abordagem
1. Remover `unwrap_or(0)` no ponto de saida.
2. Tratar dois casos:
- filho retorna exit code numerico: repassar exatamente;
- filho termina sem codigo numerico: encerrar com codigo nao-zero e mensagem clara.
3. Se necessario, extrair a traducao de `ExitStatus` para uma funcao pequena e testavel.
## Algoritmo
Entrada: `ExitStatus` do processo filho.
Passos:
1. Chamar `status.code()`.
2. Se retornar `Some(code)`:
- encerrar o wrapper com `code`.
3. Se retornar `None`:
- escrever mensagem de erro indicando encerramento anormal;
- encerrar o wrapper com `1`.
## Criterios de Aceite
- Se o processo filho sair com `0`, o wrapper sai com `0`.
- Se o processo filho sair com codigo nao-zero, o wrapper replica o mesmo codigo.
- Se o processo filho terminar sem codigo numerico, o wrapper sai com codigo nao-zero.
- O comportamento fica coberto por teste unitario.
## Tests
- Extrair funcao pura ou quase pura para mapear `ExitStatus -> i32` e testá-la.
- Cobrir:
- `0`;
- `1`;
- outro codigo nao-zero;
- status sem code numerico quando a plataforma permitir criar esse caso em teste.
- Se o caso `None` depender de plataforma:
- encapsular sob `cfg(unix)` ou `cfg(windows)` conforme apropriado;
- manter ao menos o contrato da funcao testado por unidade.
- Rodar:
- `cargo test -p prometeu-cli`
- `cargo test --workspace`
## Risco
Muito baixo. A mudanca corrige semantica operacional do CLI e tende a melhorar observabilidade sem alterar a logica de dispatch.